domingo, 13 de dezembro de 2015

Velho



We all have dreams of leaving
We all wanna make a new start
Go and pack a little suitcase
With the pieces of our hearts

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Viagem

Log da road trip na América aqui

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Clube Groucho: Just looking for another girl

De agora em diante posterei alguns textos sobre música no blog do Clube Groucho. Link abaixo!

Clube Groucho: Just looking for another girl: "Por volta do final dos anos 90 o grosso da minha coleção de discos era composta pelo cânone tradicional: tinha o Remasters do Led Zepp..."

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Voltei

E disse Bacon: reading maketh a full man, conference a ready man,and writing an exact man. Por essas e outras, a repartição deixa de ser um espaço só para cafezinho e carimbos para voltar a abrigar meus insignificantes textos.
Contudo, resolvi mudar de endereço: fui para o Tumblr, onde posso escrever textos mais curtos - mas com mais de 140 caracteres - sem muita culpa.
A nova repartição fica em www.deumareparticao.tumblr.com

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Estúpido

Como Me Tornei Estúpido Como Me Tornei Estúpido by Martin Page


My rating: 2 of 5 stars
Nada é mais francês do que a obra “Como me tornei um estúpido”, de Martin Page. O livro, que se tornou um cult dos anos 2000, narra a história de Antoine, um jovem cuja inteligência excessiva o faz sofrer demais com o mundo. Assim, após tentar, em vão, o alcoolismo e o suicídio, Antoine resolve se tornar estúpido.
O mote parece sedutor, mas é um truque: Antoine não se insurge contra sua hipersensibilidade intelectual diante das injustiças do mundo. Se insurge contra o fato de suas habilidades, como o aramaico ou o conhecimento do cinema de Frank Capra, não serem bem remuneradas. Antoine é apenas mais um jovem francês que protesta contra um Estado que não pode mais pagar as contas de seus pequenos e inúteis prazeres intelectuais, o que acaba submetendo-o ao maior dos perigos para um intelectual: o trabalho.
Não me parece ser outra a razão pela qual a estupidez do personagem ser a adoção de um estilo de vida yuppie. Até mesmo seu “batismo”, sua passagem para a nova vida, não poderia ser mais óbvia: uma visita ao McDonalds, com direito a provar, pela primeira vez, uma Coca-Cola. Logo após ele se torna um operador da bolsa de valores, fica rico (sem querer, diga-se de passagem) e, segundo seus padrões anteriores, se torna um estúpido.
E aí está o ponto central da obra: o autor, através da metáfora da estupidez, ataca pragas do mundo contemporâneo, como o “consumismo” e a “sociedade de massas” e, consequentemente, os Estados Unidos. Nada disso é novidade, já que esse ressentimento (sim, ressentimento) francês contra os EUA é recorrente há décadas. Me parece que é também é um desdobramento do ódio intelectual ao pragmatismo que rende dinheiro.
Um autor que fala bem desse sentimento é o conservador americano Enerst van der Haag em um texto que trata da hostilidade dos intelectuais ao capitalismo: para o autor, este ódio surge do simples fato do capitalista ganhar dinheiro e o intelectual, que alega ser mais esforçado, viver na miséria. É a cara de Antoine e seus amigos deslocados, cujas habilidades não são valorizadas pelo mercado, essa hostilidade ao mundo, chamando as pessoas diferentes de estúpidas.
Mas isto é motivo para achar o livro ruim? De forma alguma. Motes idiotas podem render boas obras de arte: o “Encouraçado Potenkim” é uma obra panfletária que idolatra a predominância da massa sem rosto sobre o indivíduo. Mesmo assim, é fabulosa. O problema de “Como me tornei um estúpido”, portanto, é outro. O livro é ruim porque não é bem escrito. Os personagens são mal desenvolvidos e os diálogos são artificiais e pouco verossímeis. Um indício da inabilidade do autor está na personagem Aslee, que fala em versos: o autor não conseguiu, nenhuma vez, reproduzir uma dessas falas. Como, portanto, imaginar esse personagem de forma tangível? O final do livro então é uma idiotice a parte: a intervenção de “Danny Brilhantine” e dos amigos é artificial e forçada. Por fim, para uma obra satírica, ela é bem sem graça.
Como explicar então o sucesso da obra? Bom, creio que ela se encaixe no mesmo grupo de sucesso que filmes como “Os Sonhadores” ou “Edukators”, que se insurgem intelectualmente contra aqueles bons e velhos inimigos: sociedade de massas, consumismo, Bush etc.
E, infelizmente, este discurso parece ser um salvo-conduto para a falta de técnica e talento.

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Pecado


Qualquer um sabe o que é o pecado original: segundo o Gênese, Adão e Eva teriam comido o fruto da árvore proibida e, por conta disso, foram sumariamente expulsos do Éden. Este pecado foi então passado para seus descendentes, levando todo ser humano a já nascer com essa mácula. Ou seja, bastava ser humano para ser pecador. A questão foi reformulada a partir do Novo Testamento, já que o sacrifício de Cristo teria ocorrido justamente para livrar a humanidade deste pecado. Mas isso não importa: a idéia de culpa pelo pecado original persistiu e ainda persiste, mesmo no Ocidente secular.
Ora, ainda que a religião tenha perdido seu status, muitas de suas idéias permanecem. E nos dias de hoje, com a religião em baixa, muitas dessas idéias religiosas acabam aflorando no discurso ambientalista, que faz as vezes de religião do século XXI: tem fanáticos apocalípticos, mandamentos, templos, chatos que te abordam na rua tentando a conversão e, é claro, o pecado original. Só a Meca ou Jerusalém deles é um pouco mais chique, lá na Dinamarca...


Segundo esse pessoal, só por ser humano, você é culpado da terra estar, supostamente, derretendo. Você emite não sei quantas gramas de carbono por dia, seu cachorro emite outro tanto, a vaca que você comeu no almoço (no bom e no mau sentido) também. O computador, seja alimentado por energia atômica, hidroelética ou a carvão, está matando algum urso polar. Energia eólica deixa o meio ambiente "mais feio". Tomar um banho em um chuveiro a gás, então, é um pecado capital! Afinal, a água do mundo está acabando, e queimar gás assim, para uma frivolidade, é um absurdo. E ficamos nessa, cometendo doces pecadilhos que deixam até um cético como eu com um leve peso na consciência.
Isso me lembra a época em que estudava em uma escola adventista, religião cristã com um lifestyle Velho Testamento. Sempre que fazia algo pecaminoso, ficava com um leve peso na consciência, mesmo não sendo adventista.
Só há um porém: meus pecados religiosos sempre foram mais interessantes do que comer um bife ou tomar um banho...

sábado, 21 de novembro de 2009

Link

Não custa lembrar: a inatividade (temporária) deste blog aqui está sendo compensada pela intensa atividade do bom e velho BIFEcomXUXU.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Café



Esta lista está incompleta: aqui na repartição temos o tradicional "café de repartição pública", feito a partir de grãos selecionados entre os piores, servido bem doce e em um ritual que envolve maledicências contra outros servidores, reclamações sobre a excessiva carga de trabalho de 6 horas e comentários sobre a bunda da nova escriturária.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Aviso